Reflexões

Eloisa, a gaúcha

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Eloisa, a gaúcha

ELOÍSA, A GAÚCHA

Há muitos sucedeu um banquete na fazenda Solano que se localizava no Rio Grande do Sul e era de propriedade do CORONEL ANTONIO. Coronéis, políticos e respectivas famílias foram convidados. A festa deveria mostrar a riqueza e a importância do CORONEL ANTONIO para todos.

O CORONEL chamou sua esposa VANESSA para participar. Sua intenção era mostrar a todos que ele possuía uma esposa jovem e de grande beleza. Vanessa, indignada com o senso de propriedade do marido, se recusou a comparecer, contrariando expressamente suas ordens. O CORONEL se enfureceu com a humilhação feminina advinda da esposa.  Por não ter cooperado VANESSA foi descartada e houve divórcio. Ela saiu da fazenda indignada e praticamente sem nenhum pertence. Contudo, ela conseguiu partir viva, pois o CORONEL ANTONIO tinha por costume fazer suas  ex-esposas desaparecem.

Quando a notícia que o CORONEL estava solteiro se espalhou, todas as mulheres ficaram interessadas. Algumas desprezaram até seus maridos na esperança de fisgá-lo, contudo CORONEL ANTONIO queria uma companheira virgem e iniciou, assim, um processo seletivo minucioso, pois ele sabia que já não faziam mais virgens como antigamente. Seus critérios de seleção eram virgindade, beleza, bondade, pureza, pouco estudo e obediência absoluta.

Havia um bóia-fria na fazenda Solano que se chamava MARCELINO. Ele era muito ignorante e advinha de uma das regiões mais pobres e atrasadas que se conhecia. Esta região era chamada de Nordeste. Todos gostavam de dar ordens ao peão MARCELINO que era muito trabalhador. Marcelino, era muito feio, solteirão e velho. Corriam boatos que ele enterrava todas suas economias em um lugar secreto.  Era uma pessoa misteriosa, contudo se comunicava facilmente com todos, pois não sabia dizer não e jamais contrariava. Quando a situação era de impasse, sua ignorância o salvava, pois um ignorante não pode se posicionar.

Secretamente MARCELINO, de bom coração, criara uma sobrinha órfã de nome HALINE. HALINE não usava seu nome nordestino e optou por ser chamada deELOÍSA. Como ela tinha pela clara e lindos olhos verdes, todos a chamavam deELOÍSA, A GAÚCHA e poucos sabiam sobre sua verdadeira origem.

A formosa ELOÍSA, A GAÚCHA foi levada juntamente com outras moças à presença do CORONEL Antonio que tinha por hábito presentear generosamente todas as candidatas ao matrimônio. ELOÍSA, A GAÚCHA não mentiu, mas nada declarou sobre sua origem e nem sequer sobre o fato de ser sobrinha do chucro peão MARCELINO.

Todas as candidatas virgens se enfeitavam e pediam presentes ao chegarem à fazenda, pois sabiam que se não fossem escolhidas, poderiam pelo menos ficar com os presentes.

ELOÍSA, A GAÚCHA não pediu coisa nenhuma e, assim, alcançou graça aos olhos de muitos que habitavam a fazenda. O CORONEL se encantou com tamanha pureza e humildade, e ELOÍSA virou a SENHORA da fazenda, tomando o lugar da ex-esposa VANESSA.

O CORONEL ANTONIO fez mais um banquete e apresentou sua bela esposa a todos. ELOÍSA permanecia praticamente muda, pois sabia do destino de VANESSA e seguia a orientação de MARCELINO de permanecer sempre calada. Toda vez que a conversa adquiria consistência, ELOÍSA emudecia. Alguns especulavam sobre sua suposta ignorância. Outros questionavam se tamanha beleza poderia ocultar tamanha estupidez.

Na noite festiva MARCELINO, ouviu outros peões comentarem que um outro CORONEL da fazenda vizinha desejava matar CORONEL ANTONIO e acabar com seu império. A emboscada aconteceria naquela noite quando o CORONEL saísse da fazenda.  ELOÍSA contou os planos sobre a emboscada para o CORONEL ANTONIO, mas não mencionou que sua fonte era o tio MARCELINO.  A emboscada virou emboscada para a parte contrária e todos os conspiradores foram mortos um a um pelas mãos do CORONEL. Aquele tinha sido o primeiro atentado à vida do CORONEL e ELOÍSA o salvara.

Depois do ocorrido, por razões de segurança, o CORONEL ANTONIO contratou o capataz HERALDO que o exaltava e engrandecia constantemente. Todos se inclinavam e se prostravam perante HERALDO, porque assim tinha ordenado o CORONEL, porém MARCELINO não se inclinava nem se prostrava, contrariando ordens.

O CAPATAZ, HERALDO ficou furioso com a postura do chucro MARCELINO e disse ao CORONEL que o nordestino não prestava e que essa raça traria problemas e que o certo seria dar um fim em MARCELINO e em todos seus afins.

O CORONEL ANTONIO impulsivo concordou e planejou demitir todos os nordestinos da fazenda. Em terras gaúchas deveriam trabalhar somente gaúchos.

O que CORONEL ANTONIO não sabia é que com a expulsão dos nordestinos, não haveria mão de obra em suas terras.  A mão de obra barata não retornaria ao Nordeste, pois já havia uma proposta de trabalho para eles em uma outra fazenda no Estado de Santa Catarina. O CORONEL desta outra fazenda, iria pagar comissão ao capataz HERALDO para trazer os nordestinos para trabalhar em suas lavouras. Seria um negócio que enriqueceria HERALDO.  A demissão representaria à médio prazo a falência do próprio CORONEL ANTONIO que se julgava tão culto e douto. HERALDO, por sua vez, intencionava comprar as terras e se tornar CORONEL HERALDO, destruindo assim o reinado do CORONEL ANTONIO.

Quando MARCELINO soube dos planos de HERALDO tentou falar com o CORONEL ANTONIO, mas não o deixaram entrar na sede da fazenda. ELOÍSA foi informada por MARCELINO sobre o verdadeiro plano de HERALDO.

A demissão foi decretada e o todos os nordestinos tinham que cumprir o aviso prévio.

ELOÍSA, sabia que se o tio MARCELINO fosse conversar com o seu esposo, ele provavelmente o demitiria, por estar evidenciando a estupidez e falta de preparo do CORONEL. ELOÍSA também temia ter o mesmo destino das outras esposas do CORONEL. Se ela falasse a verdade evidenciando sua falha em perceber a manipulação de HERALDO, ela poderia amanhecer morta ou ser expulsa da fazenda juntos com os demais Nordestinos.

Aí ELOÍSA fez uma coisa estranha. Ela parou de comer e beber e exigiu que todos os demais Nordestinos fizessem o mesmo.  Na fazenda surgiram comentários sobre bruxaria. Ao questionarem ELOÍSA ela disse que a razão de não comer, é que ela estava fazendo um novo regime para ficar mais bonita para seu marido. Algumas mulheres suscitaram que ELOÍSA seria macumbeira, pois ela não freqüentava as novenas. Depois de três dias sem comer e beber, muitas pessoas passaram mal. ELOÍSA estava abatida e com poucas forças, mas banhou-se em rosas, trajou-se com mais belo vestido e foi ter com o marido. Ela conhecia a natureza do esposo e sabia que muitas outras virgens andavam se oferecendo ao esposo. Sua posição de esposa era cobiçada por muitas mulheres.

E sucedeu que, ela ao verbalizar nada falou sobre a demissão em massa dos Nordestinos. Disse simplesmente que faria um banquete à noite em honra ao marido e que HERALDO deveria ser convidado. ELOÍSA também informou ao marido que o chucro MARCELINO era a pessoa que lhe contou sobre os planos do vizinho e que sem ele o CORONEL teria morrido na emboscada. O CORONEL convidou o MARCELINO para fazer parte do banquete e intencionava agradecê-lo por ter salvo sua vida.

Durante o banquete a felicidade do CORONEL era tamanha que ele deu a palavra a esposa.  ELOÍSA que nunca falara antes em público fez perfeitamente o uso da palavra na frente de todos.

“  Amado esposo, amanhã seguirei suas ordens e partirei com os demais Nordestinos, pois Nordestina sou e assim hoje de todos me despeço, mas antes de ir não posso me calar sobre os planos de HERALDO. Este fez um pacto com um CORONEL de outro estado afim de deixar a fazenda sem mão de obra. Essa demissão trará a falência e a queda da fazenda SOLANO. Teu inimigo é HERALDO e não os Nordestinos..”

HERALDO não tinha onde se enfiar e caiu aos pés de ELOÍSA suplicando perdão e disse desconhecia da origem da mesma, e que ele a considerava a mais pura patroa gaúcha.

Naquela mesma noite HERALDO foi “demitido sem aviso prévio”, ou seja, teve o destino que desejou a MARCELINO. Dele ninguém jamais ouviu falar.

Para completar a noite todos celebraram a festa usando máscaras e fantasias. Em certo momento alguém perguntou se as máscaras estariam sendo usadas naquela noite somente, ou durante os demais 364 dias do ano. A festa foi na noite dia 28/02/2014.

A festa à máscaras foi um carnaval de arromba e ficou sendo conhecida como PUR que é o nome da sorte. A sorte é como um objeto arremessado ao ar. Quando ela é lançada, pode mudar a direção, podendo construir, mas também assolar.  Às vezes a sorte vem no plural, e se chama PURIM. A sorte gosta de festas e com freqüência vem disfarçada

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ELOÍSA, A GAÚCHA –  CONTO ADAPTADO DO LIVRO DE ESTÉR –

ELENCO EM ORDEM ALFABÉTICA:

CORONEL ANTONIO – IMPERADOR ASSUERO DA PÉRSIA – USOU A MÁSCARA DE HOMEM FORTE E SÁBIO E QUE JAMAIS ERRAVA E QUE TUDO PODIA – MASCARAVA SUAS FRAQUEZAS OSTENTANDO FORÇA.

DATA DE  28/2/2014 – DIA TREZE DO MÊS DE ADAR – QUE COINCIDÊNCIA!!!!

D´US –  SEU NOME NÃO APARECE NENHUMA VEZ OFICIALMENTE, MAS PARA QUEM SABE HEBRAICO É CLARO QUE ELE ESTAVA ESCONDIDO.  FANTASIOU-SE DE MUITAS LETRAS E ESTAVA EM TODOS OS CAPÍTULOS.

FAZENDA SOLANO – REINO DE SUSÃ, ANTIGA PÉRSIA E HOJE IRÃ/PARTE DO IRAQUE (CATIVEIRO BABILÔNICO)

JEJUM DE TRÊS DIAS –  REZA DE TRÊS DIAS

ELOÍSA OU HALINE –  RAINHA ESTÉR  –  USOU A MÁSCARA DA VIRGEM BURRINHA QUE POUCO FALAVA, POIS NADA SABIA – FOI A ÚNICA A USAR DUAS MÁSCARAS POIS NA VERDADE RAINHA NÃO ERA.  HADASSA ERA SEU VERDADEIRO NOME.  SERÁ MESMO? MASCAROU SUA IDENTIDADE, E CADA VEZ QUE FALAVA UM PODEROSO HOMEM CAIA…

HERALDO – HAMà FILHO DE HAMEDATA, O AGAGITA – USOU A MÁSCARA DE CAPATAZ, AMIGO E FIEL SERVO DO IMPERADOR. MASCAROU SUAS VERDADEIRAS INTENÇÕES.

MARCELINO – MORDEQUEU – O BENJAMITA – USOU A MÁSCARA DE FEIO, VELHO, SOLTEIRÃO, CHUCRO –  DIZEM QUE ERA PRIMO DE ESTÉR E NÃO TIO. A HISTÓRIA FOI MASCARADA.

CARVANAL E BAILE DE MÁSCARA – PUR OU PURIM – A SORTE SE FANTASIOU DE PLURAL

VANESSA – RAINHA VASTI – USOU A MÁSCARA DO CONFRONTO E DA IGUALDADE DOS SEXOS E POR ISSO, SAIU DA HISTÓRIA.

28/2/2014 É TAMBÉM O DIA TREZE DO MÊS DE ADAR – QUE COINCIDÊNCIA!!!!

QUAL MÁSCARA VOCÊ VAI USAR AMANHA OU MELHOR QUAL MÁSCARA VAI USAR NOS 364 DIAS DO ANO?

NA VERDADE CARNAVAL É UMA FESTA ROMANA E NADA TEM A VER COM ESSA HISTÓRIA. FOI TUDO BRINCADEIRA.

SERÁ MESMO?


FELIZ CARNAVAL

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